domingo, 12 de novembro de 2023
Confissões de mulheres/ mães
sábado, 21 de outubro de 2023
domingo, 10 de setembro de 2023
Confissões de mães ou quase
Jovem, sexo feminino, noiva. Namorar é bom, um festival de emoções; dialogar, rir, acarinhar, abraçar, beijar . Estar apaixonada é ver brilhos à nossa volta. dá imenso gozo ter asas nos pés, porém, é necessário assentar, baixar à terra, o racional também tem voz. Somos simultanamente cigarras e formigas. Entre as duas devia existir harmonia, podemos ser um bocadinho mais racionais ou mais sonhadoras, sem muita discrepância. É precisamente na altura do namoro que ambos têm a oportunidade se conhecer. Não vale a pena queimar etapas, portanto, saber se o outro encaixa mesmo em nós; boicotar, mentir, enganar ou forçar vai ser o maior erro, mais à frente vamos pagar um preço, vão suceder chatices inultrapassáveis, em vez da relação correr bem, vai correr mal e a felicidade desmorona-se. A teimosia não é boa conselheira, insistir para quê? O que hoje parece que resulta, posteriormente não vai acontecer assim. Conheci uma senhora que quando casou, entendeu que havia de convencer o marido a frequentar a igreja, aquela situação fazia-lhe impressão, insistiu tanto que o massacrou e não resultou. O marido já faleceu , porém, na reta final agarrou-se a Deus, pediu à empregada que fizesse segredo por tê-lo apanhado a rezar o terço, para que a mulher não tivesse conhecimento.
Apesar de estar na casa dos vinte anos, não me encaixo neste padrão da grande massa de jovens. Para começar, tenho um pai e uma mãe, estão presentes, ativos como pais. Fui habituada desde tenra idade a colaborar, a ajudar nas lides domésticas. Afinal, somos uma família; "um por todos e todos por um". Apesar de sermos duas filhas, o meu pai faz de tudo em casa. Isso foi esclarecido com o meu noivo desde o início. Vamos supor que cada um de nós faz o que mais gosta, eu adoeço e fico de cama. Ele não sabe cozinhar, vai contratar alguém para cozinhar? uma despeza sem necessidade nenhuma! Ou ia pedir socorro à minha mãe ou à minha irmã. Incomodá-las com questões do casal?terça-feira, 22 de agosto de 2023
O Sagrado passou pela terra
Confissões de mães
Mulher, casada , sem filhos, de bem com a vida, nós os dois com posições sociais médias, sem muitas razões para nos lastimarmos. Eu e o meu marido temos o hábito de trocarmos impressões sobre a nossa vida em comum e o que se passa à nossa volta. Às vezes temos opiniões diferentes mas não entramos em rota de colisão por isso. Presentemente, há muita guerra aberta nos casais, por não saberem escutar-se. Não há respeito, nem tolerância, nem amizade e muito menos amor. Não querem saber o que cada um tem para dizer e a luta pela supremacia anula qualquer possibilidade de entendimento, desta forma não vão a lado nenhum, duas cabeças a pensar, facilita, torna tudo mais leve, mais suportável, é muito melhor, quase sempre, como teoria funciona, na prática já não. Papaguear não custa nada. Ceder, é que é uma chatice, porquê? "A minha ideia é melhor que a tua". Aqui entra a competição . Estamos a falar de casais, equipa de duas pessoas, apenas duas! Então o companheirismo para onde foi, o sentimento que os unia, se algum dia existiu...? Alguém vai receber um troféu por demontrar a sua supremacia? Compreende-se isto? porquê? Mau! Temos nas respetivas famílias, casos dramáticos, gente com muita formação, no entanto, pouca ou nenhuma dignidade, falta de crescimento emocional, crianças num corpo adulto, tanto no sexo feminino como no masculino, assistimos e ouvimos falar de situações muito complexas. Todas as famílias arranjam um filho ou filha para ser bode expiatório e outro para ser a estrela, depois fazem comparações entre o patinho feio e o patinho lindo. Infelizmente, transmitem a "mensagem" aos outros membros, todos precisam saber quem é um e quem é o outro. De qualquer forma, as duas vidas, vão ficar estragadas, uma por defeito, outra por excesso; o primeiro por inseguranças e medos , a segundo, por se julgar o maior, o melhor, torna-se um narciso.
O mal corre mundo todo. Criou raíz porque está tudo doido. Basta ter opinião contrária ?! Depois, há uma expressão muito em voga que me faz nervos; a liberdade de expressão. Qual liberdade de expressão? É liberdade de expressão enxovalhar, difamar, ridicularizar, rir do outro!? Tenho a impressão que estou perante uma máquina demolidora. Dizem-me alguns descontraidamente; foi sempre assim e vai continuar a ser. Não compreendo a banalidade com que tratam certas situações complexas e delicadas.
Vamos a nós, o nosso relacionamento nunca foi um carrossel, nem com subidas íngremes, nem cambalhotas estrondosas e abismais. Somos dois seres calmos, sentimo-nos bem assim. Julgo que o meu marido nunca me traiu, pelo menos que seja do meu conhecimento, desde que eu não saiba nem perceba...se escorregou que silencie. Se eu soubesse, só perdoaria mediante um perdão muito bem feito, sem direito a mais deslizes. Se eu não faço, não estimo que me façam. Se eu não cometo adultério... As mulheres do meu tempo foram educadas para sofrer em silêncio, serem castas, senhoras da sua casa, o homem podia colecionar amantes, a nossa obrigação era fechar os olhos e a boca e pensar; " são homens, já se sabe". Esta tendência para normalizar , generalizou-se ..e se for figura publica é semelhante. Muda-se de par como quem muda de casaco, filhos à mistura, do primeiro relacionamento, do segundo e por aí fora ... Depois, são pais infelizes e filhos infelizes. O mundo dos nossos dias, é um daqueles quadros de artistas famosos, atormentados, desconhecidos de si mesmos, a sentir um mal imenso, sem remédio. Na maioria das vezes, imensa fama, na mesma proporção da mágoa e da angústia. O desfecho é quase sempre trágico. Voltando a nós, começamos a namorar numas férias de verão, em época de estudantes, havia colegas por todo o lado. Subitamente os olhos cruzaram-se e ali nasceu um brilho intenso e novo. Dois anos depois fomos conhecer as respetivas famílias e três anos mais tarde, decidimos dar o nó. Numa consulta, percebi que não podia conceber filhos. Então, consumida por uma enorme desilusão, comuniquei-lhe urgentemente, se acaso ele quisesse desistir, a resposta foi sempre a mesma ao longo dos anos; " Amo-te muito para que isso me afete". Não me arrependo de nada. Ele não se arrepende de nada. Podíamos ter recorrido à adoção mas sabemos de casos, o processo é burocrático, moroso e difícil. Lamento pelas crianças que anseiam por uma família.
Sou uma mulher feliz e realizada. Temos a nossa casa, a nossa intimidade, as nossas crispações, nunca adormecemos sem nos desculpar, já não somos crianças para amuos infantis e desgastantes, graças a Deus. A vida é curta demais para perdermos tempo com desavenças. Cultivamos o respeito mútuo, sou a melhor amiga dele, ele é o meu melhor amigo. Torna tudo muito reconfortante e suave. Ele tem o meu ombro para o que precisar, e eu sei que tenho o dele para me apoiar. Continuamos a namorar, não é teatro para o exterior, é sentido por ambos, caminhamos de mãos dadas, desenlaçamos as mãos quando cada um vai onde tem de ir. Desde que eu saiba onde foi, com quem esteve, os detalhes? contamos se valer a pena. Vamos desfrutar da vida, rir muito, dividir as tarefas, ir a encontros com amigos, fazer visitas aos parentes de um e de outro, a museus, a exposições e outras festividades ou efemérides, viajar para o exterior. Até porque não sabemos quanto tempo mais vamos andar por cá, mas espero envelhecer ao lado dele até ao fim das nossas vidas.
segunda-feira, 31 de julho de 2023
Não era a hora
Tanta coisa me coze por dentro
Desassossega-me o anacronismo
Da morte antecipada
Num dia, vejo uns olhos despertos
Sem os tais sinais mortais
No dia seguinte, anunciam o fim?!
Tenho de morder esta dúvida
Já anda muita gente a moer a revolta
A selar caixões de boca cerrada
Tanta mentira semeada
A verdade sempre fechada
Os profissionais jovens;
Ai vidas que ficarão
A perder pelos séculos fora
Amanhã vítimas da mesma decisão carrasca
De cortar o fio sem autorização
quinta-feira, 6 de julho de 2023
Uma lenda
quinta-feira, 18 de maio de 2023
Certas horas do dia
Dá gosto ver as serras recortadas no azul
do céu, coladas sem rasuras,
as cores puxadas para o vivo!
se ao menos passasse um rio por cá
sempre molhava os pés
na água baixinha
Ficava a escutar um suave murmúrio balbuciado,
arrepiado ao roçar os seixos
Um prazer inteiro só de sentir;
o ruminar leve dos queixos a salivar
a brisa fresca
O monte humedecido de uma primavera imperceptível
Côncava abóbada arco-íris
Às narinas sobe um vapor cheiroso
de comida saudável , afogada em arroz húmido,
aparência suculenta
É de fechar os olhos...
O sol inclinava e da água sumia a claridade espelhada,
lá por cima, passava um corso de nuvens sanguínea
As cores quentes anunciavam naturalmente calor,
sobre aqueles lados do mar; rica decoração!
Agora, é apressar o passo, antecipar-se à chegada do crepúsculo
Não que as sombras assustassem
Nada que os candeeiros não iluminassem...
a não ser a mal intencionada gente
que sai à hora do agudo piar das corujas.
quarta-feira, 12 de abril de 2023
Confissões de outra mãe
Separada , um filho, e, sem nenhuma vontade de voltar a casar ou me envolver com homens. Na juventude namorei apenas o meu ex marido, aquele doce amuado ; parcos diálogos, andámos de mãos dadas. Na minha altura, olhar fixo, sorriso maroto, meio enviesado, talvez manhoso, um piscar de olho, fazia-me feliz, era o pó mágico do dia. O meu calcanhar de Aquiles foi o ciúme, um ciúme doentio. A paixão de uma jovem simples e acanhada . Era Deus no céu e o Rafael na terra, a minha cegueira impedia de ver racionalmente ; nós não tínhamos nada em comum. A minha grande esperança era mudar a cabeça do Rafael. Ele era o oposto de mim, o meu marido era ação, eu teoria. Em comum ? a timidez, a inexperiência da vida a dois, o que nos diferenciava? a educação. Eu, uma menina, criada com boas maneiras, boa aluna, excelentes notas, querida dos professores, querida da família. O modelo de perfeição dececionou os mais próximos por ter namorado e casado com o homem errado, indivíduo com poucos estudos, escassa instrução, sem cultura, porém, muito trabalhador, empenhado e despachado, capaz de qualquer empreitada, o oposto de mim. No noivado cometi muitos lapsos dos quais, interrogo-me se tivesse agido de outra forma, como teria sido a minha vida? Comecei logo com inseguranças e medos infundados. Coloquei um atrelado no pescoço do Rafael , proibi-o de se dedicar aos seus hobbys, retirei tudo; jogos de futebol, encontros com amigos, saídas isoladas por razões individuais , eu calculava o tempo que ele deveria demorar. Uma insanidade da minha parte. Ele era interessante a nível físico e isso mexia comigo, quando as outras lhe faziam "olhinhos" eu virava do avesso, uma tremenda revolta tomava conta de mim e não conseguia me conter, eram todas umas putas e cabras e reagia em voz alta, procurando indícios nos olhos dele; saber se aqueles olhos verdes também tinham devolvido olhares às outras. Quando me volto para trás, tenho pena de não ter acordado mais cedo. Desde o início que o meu casamento estava condenado ao fracasso, vivíamos face to face, a sufocar, eu respirava o oxigénio dele e vice versa. Passava a vida a inferiorizá-lo e de tanto repetir que ele não era nada sem mim, que tornei-o num ser nulo, neutro, incapaz de resolver qualquer problema sem pedir o meu conselho e isso causava-me um prazer tremendo, era tê-lo na palma da minha mão. Naquela altura, significava amor para toda a vida. Dali já não sairia, chamava-o à atenção por tudo e por nada. Maquiavelicamente, comecei a perceber o quanto ele era um fantoche nas minhas mãos, flexível, fácil de manobrar. Perante os familiares e estranhos, eu era vista como a soberana, aquela que tem o comando de tudo; Uma mulher ao volante , uma mulher que não permitia que o idiota do marido fosse mais esperto que ela. E , se por acaso ele tomasse qualquer atitude sem previamente me consultar, eu atirava logo à cabeça, depois lia-lhe no rosto a aflição e o arrependimento. Isto dava-me um tremendo poder.
Engravidei e senti-me maravilhada, o Rafael, um pai dedicado, à medida que o filho foi crescendo, eu comecei a querê-lo só para mim, só eu sabia educar, tudo o resto eram interferências abusivas e desnecessárias, de repente, a criança começou a dar jeito, comecei a pô-lo entre nós, sempre que o Rafael me procurava para ter sexo, aludia que a criança estava ali, nem pensar, que podia acordar, se chorasse, aconchegava-o, quando íamos de férias, arranjava o mesmo entrave, a criança vinha para a nossa cama. O Rafael foi perdendo a paciência, o interesse por nós os dois, eu constantemente a apontar defeitos em tudo; nas risadas, nas graçolas, nas conversas, nas ideias, nas decisões. Ele a tornar-se uma fera muito mal disposta e isso era um ponto a meu favor. Os que me cercavam odiavam-no pelo mau feitio, e , eu lastimava a minha sorte por estar atada àquele marido, havia um filho... por isso, por outro lado, convencia-o das vantagens de estar a meu lado. Precisava muito da mão de obra. A relação tornou-se tóxica, e esquecemos que a criança crescia e observava cada gesto nosso, o Rafael cada dia mais revoltado, a cuspir fogo para todos os lados. Eu sempre a depositar toda a desgraça sobre os ombros dele. As discussões aumentaram substancialmente de fervura. Já haviam transbordado. Não o suportava, a presença dele causava-me asco. Deitei mão a outros interesses para salvar a minha pele, precisava urgentemente sair daquele caos que eu mesma havia criado, mas cometi outra atrocidade, levei ambos comigo para onde quer que fosse, convenci-os e puxei-os à força . Outras vozes se ergueram e tentaram me fazer compreender o quanto estava errada. Ninguém me apontasse falhas, trepava paredes, eu era perfeita e todos conspiravam contra mim. Não admitia um reparo, uma observação, nada. Tornei-me impossível. Comecei a perceber que o filho já não era uma criança, era um adolescente, no entanto, interessava-me continuar a tratá-lo como uma criança para poder exercer o meu domínio sobre ele também, por não saber lidar com ele de outra forma. O meu grande receio era perder as rédeas do que tinha conseguido, o controlo das várias situações, sem perceber que já tinha perdido toda a noção do ridículo, do patético, dos meus limites. Então, assustava-os, amedrontava-os, manipulava-os. Aos poucos , o meu filho adoeceu emocionalmente, eu precisa de dois bodes expiatórios e consegui no meu imenso narcisismo e ilimitado egoísmo. Enaltecia os meus predicados, para que notassem que eu era uma mãe atenciosa e perfeita, o meu desempenho tinha de aparentar intocável.
O meu filho já se libertou das grilhetas que o amarravam a mim e ao pai, foi um processo complicado e moroso, passou um mau bocado. O Rafael tornou-se o meu eco, tem medo que eu conheça outro homem e eu tenho medo que ele se encante por outra mulher, também sei que estamos juntos porque é importante para ambas as partes. Que será dele sem mim e de mim sem ele? Não partilhámos a mesma cama, de qualquer forma não o posso perder, é o meu braço direito para tudo. E ele está ciente do estatuto que ganha a meu lado. Se por acaso, algum dia, eu quiser alguém, tem de ser nas mesmas condições em que estou agora. Viver de outra forma, é tarde demais. Eu teria de renascer. Quero um Rafael idêntico ao meu. Sou má, sei que sim, mas ele não é nenhum santo; conheço-o bem; mentiroso como eu, aldrabão, invejoso como eu, cínico, insubmisso, rebelde, criador de conflitos. Muito provavelmente, no nosso caso será, até que a morte nos separe.
domingo, 5 de março de 2023
Confissões de uma mãe
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023
Em que mundo andará?
Passa uma nuvem,
a visão turva,
o azul esverdeado, tom claro
molhado, escurece
A retina ausente;
olhos marotos, garotos
sem o saberem
bordados com o pó dos anos
As costas em meio arco
descrevem o tempo dos desenhos ornados à agulha
As toalhas sem fim... pelas tardes adentro
e puxava a linha alva para si
numa devota inclinação
Seguia-se:
arrumar, limpar, preparar, lavar, varrer, cuidar...
e de novo: cuidar,varrer,lavar,preparar, limpar...
Obrigações de uma senhora de bem.
deveres sem partilha, a repetição dos gestos, dos sons...
Tão humana pessoa; as emoções a transbordar
da fisionomia;
O riso aberto, a lealdade na expressão e a eloquência na boca
Tolerar birras, mandos e desmandos de marido,
filhos, sobrinhos, irmãos...
Vasculhar numa angustiante preocupação
o mais novo que lhe escapou por entre os dedos,
por pouco não enveredou por maus caminhos...
Mãos, à custa de arrancar o gelo do congelador,
ficaram com frieiras, inchadas, desajeitadas
Por cada estremecimento
desassossegos tamanhos
o peito sacudido
Matutava a meia voz,
maníaca compulsiva
sussurro de lamentações ,
prece religiosa
Que desígnio de vida?
Os emaranhados, as confusões
Um dia a casa muda de lugar ;
Foi levada num silêncio pesado!
cantos e recantos...vasos e vasinhos,
flores e florinhas
Mas se tudo estava tão certo...
Bens adquiridos
Agora desconhece rostos, nomes, nem o seu
as flores mudaram de cor?
Os lábios murcharam
por falta de água ...
Já não consegue verbalizar o que lhe subtrai a calma
A vida corre
solta,desvairada...
Pacientemente
fica assim, à espera,
sentada, sempre sentadinha
Já não canta como cantava...
Raras sílabas se soltam
Sons fracos
Até ontem havia festa
Festa de palmas e vivas, canto e gargalhadas
Encantava e tornava a encantar;
Rebatia parede, janelas e portas,
Imaginação prolífica
Criava personagens e viagens
Então cresceu do lado de cá , a fantasia
que por milagre ficaria sempre aqui.
Tantas vezes ao fundo
As mesmas tantas subidas
Ir e voltar
A eternidade reservada para si?
Como um navio larga o cais;
lentamente vai se afastando, imperceptivelmente
Calada e emocionada escutas; " Primavera das flores ";
parece ter avivado uma memória longínqua...
quinta-feira, 19 de janeiro de 2023
“As grandes mentiras da História “
“As grandes mentiras que mudaram o curso da História
Muitas vezes esquecidas, e raramente punidas, as mentiras dos que estão no poder alcançam sempre os seus objetivos: elas mudam o curso da História.
Desde sempre, os poderosos moldaram a verdade para dar à História o significado que queriam. Porque bem enleadas, as mentiras são incrivelmente eficazes! Nada como uma mentira para preservar um segredo de estado, como uma ilusão para manipular a opinião, ou uma invenção para provocar uma guerra.
O século XX abre uma nova era: a da comunicação social e dos media, o que torna a mentira uma arma ainda mais poderosa. Ao serviço de todas as ideologias, as mentiras moldaram a nossa época, para o melhor e para o pior: onde estaria a História sem propaganda, sem desinformação, sem dissimulação? Quem são os mentirosos? Chefes de estado, políticos ou líderes militares apoiados pelas suas hierarquias. Eles não têm escrúpulos em mentir na rádio, na televisão, a milhões de pessoas, e até mesmo sob juramento às mais altas autoridades e instituições. Utilizam os serviços secretos, estratégia militar ou agências de comunicação para tornar as suas mentiras mais credíveis. O único lema é: "quanto maior a mentira, mais pessoas acreditarão!".
Nos assuntos de estado, todo e qualquer meio pode ser utilizado para validar ou mascarar uma operação. As mentiras não são apenas uma questão de palavras ou de silêncio, elas envolvem ações práticas e suporte técnico. Toda a equipa é muitas vezes necessária para construir uma ilusão credível. Ao serviço de uma nação, mentir significa apenas reinventar o mundo.”
"Se todos aceitam a mentira, a mentira entra na história e torna-se verdade" 1984 - George Orwell
O caso do sangue contaminado
A crise das vacas loucas
O escândalo do Amianto
Entre muitas outras!…
Se puderem reflitam.
