Tanta coisa me coze por dentro
Desassossega-me o anacronismo
Da morte antecipada
Num dia, vejo uns olhos despertos
Sem os tais sinais mortais
No dia seguinte, anunciam o fim?!
Tenho de morder esta dúvida
Já anda muita gente a moer a revolta
A selar caixões de boca cerrada
Tanta mentira semeada
A verdade sempre fechada
Os profissionais jovens;
Ai vidas que ficarão
A perder pelos séculos fora
Amanhã vítimas da mesma decisão carrasca
De cortar o fio sem autorização