Num prado antigo ,remoto,longínquo...
escutam-se galopadas ao amanhecer
São Ágeis...Pesadas...Sonoras...Nítidas
Elevam ventos com um fôlego desesperado;
A caçada de um reles monstro
a uma bela donzela...
Ela abala aos tentáculos do fantasma SEM ALMA
SEM OLHOS
SEM BOCA
SEM NADA
Num ápice a força maligna prende-a
As garras densas intentam sugar-lhe o corpo frágil
O cinismo ri triunfante
Contudo...
num palpitar ansioso
o Animal encalha nas vestes longas e alvas da virgem
Assim trepando p'o cavalo
ela escapa ao vilão
que vai no seu encalço num rasto infernal
fustigando o silêncio da manhã.
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