Sua excelência instalado em seu trono
recusa-se a enxergar
julga-se o santo patrono
e deixa o ensino a baloiçar
Apelidou os pupilos de "burros"
a todos inferiorizou
O velhaco está perdido...
As nossas esperanças matou
de hipocrisia e cinismo
O paranóico ainda nos quer cegar!
É que esta juentude
aprendeu a diferenciar
crocodilos rosa e rinocerontes roxos
E NÃO SE ENGANOU!
É o protesto da nova mocidade
com o coração cheio de ansiedade
O filho de sua majestade já coroado
sente-se ferido pelos fedelhos
na sua superioridade
E deambula pelos corredores
em ruínas deste opulento palácio
Faz-se acompanhar de um fidalgo de categoria igual
Sinais visíveis que os tempos alteraram
Esperamos um vendaval
em estado de ebulição
A explosão vai arrasar!
A culpa é de sua majestade
que não sabe ser gente
Nós só queremos dialogar
O príncipe pouco valente
tenta a salvação
através de processos duvidosos
Na sua lábia espevitada não pede perdão
Tornando a nossa reivindicação
num acto dificultoso
O que pesa sobre os nossos ombros é pura tirania
A solução é um acto de rebeldia!
O soberano não permite conquistar
e só notas de pequenez nos quer dar
Ilude-nos com falsas verdades
promete mundos e fundos
até safiras
Na estética explica os valores naturais
não esquece os morais e sociais
Ludibriados caímos nas areias movediças
As plavras de sua majestade
castram a nossa criatividade como pinças
Este sistema grassa de vícios
e as escadas transformadas em precipícios...
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