Estas grades de gelo...
pesadas... sombrias
Lá fora caminham homens
vestidos de indiferença!
algemados,tolhidos,
surdos,apáticos
GRITO!!!
Não me ouvem
Não me vêm
Não me respondem
Dentro deles há outros Invernos distantes
caminham todos na mesma direcção...
ACENO-LHES!!!
Não me respondem
talvez não possam
Um muro gigantesco e transparente
separa-os de mim
A minha imagem reflecte-se no espelho do tempo
Não me reconheço
Estou irremediavelmente enferma
O nada tem sabor a nada!
os gestos nus...
uma existência inexistente
Resta uma única esperança...
a Purificação do Bem
Publicado em 94