Diz-me que os rios cantam e confluem para o mar
as andorinhas cruzam o céu
e as velas enfunadas se enchem de ar
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Diz-me que hás-de trazer as manhãs
calar as noites escuras como breu
e comigo caminhar sempre a par
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E sobretudo não me mintas
E sobretudo não me enganes
pois farei...
Silêncio!
silêncio dos inocentes
silêncio dos que não perdoam
Silêncio dos que não calam nem consentem
nas atrocidades de Alguém ausente
E farei maior silêncio
dos que mordem a alma
pois tendo perdido tudo
sangra a mágoa e morre a calma
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Entrei descalça
percorri o lago
não havia murmúrios
incauta dancei uma valsa...
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Queria que estivesses aqui
corresses para mim
e num gesto doce me enlaçasses
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Diz-me que em ti existe a pureza da espuma
que o teu sorriso
raio de sol
não se converterá em bruma
'
Diz-me que a tua boca é honesta
porque apenas sei o que me contas
Não tornes este Amor uma manhã funesta
nem me tomes por uma daquelas meninas tontas