sexta-feira, 6 de maio de 2011

Deixa...


Deixa meus dedos
opalinos
descerem teu corpo
numa melopeia
de vento quente.
Deixa lamber tua pele sedosa
em sussurros …
em murmúrios…
na descoberta do fruto proibido.
Deixa minha língua insubmissa
franjar 
o teu medo secreto.
Deixa à mostra
essa maresia
de cabelos ondulados
ornado com conchas verdes
e sóis na tua boca…
Deixa-me ser sal, doce e pimenta…
E sorver todo teu bafo hortelã…