domingo, 28 de outubro de 2012
Teu corpo...
O teu corpo…
Bátega que balança
ao som do riacho
molhado
humedecido de verde…
Baluarte
delícia dos deuses boquiabertos
Sinuosidades fartas bruxuleiam
sob o buril de mãos esculturais
Cálidas e esguias
desbravam interstícios misteriosos e encobertos.
Assombro …despudorado
Desafio à imaginação da humana raça…
Olhos abobadados
Sedutores…côncavos
Perdição …
e, na convexidade macia
minha boca à deriva perde-se
na busca de outeiros arrepiados
sob a língua macia
tão afogados … texturados
sugados no mortífero deleite
Ó fome impaciente e ávida
As trigueiras coxas
insinuam-se
Arquejantes
qual floresta
gotejante
a tal nascente …
fonte de todas as bêbadas claridades ofegantes…
P.N.