Abril chegou
e pariu luz,
a verdade estendeu-se
e andou de boca em boca,
de sorriso em sorriso
de brilho em brilho,
tempo de abundância
ouro, canela , marfim,
jeito de não ter fim!
Liberdade solta como uma louca
e foi bom!
sem laços forçados, sem agrafos, sem parafusos
ou outras ataduras
e os becos levantaram, as ruas esticaram
os edifícios alongaram
as cidades prosperaram e cresceram…
Paulatinamente, assim, num tom baixo, lento
vieram de longe sopros estranhos,
arrotos traiçoeiros.
Vinham a compasso de ameaça…
Um ruído de abelhas assassinas
lançou tédio, confusão, pobreza, falta de pão
estragaram o conceito, profanaram a certeza
a luz a meio gás, tudo atirado por terra,
impiedosamente ,
Abril desfeito num golpe perfeito
E o vil metal a rir-se de nós …
PN 25 de Abril de 2017
