terça-feira, 29 de agosto de 2017

Alinhavo sobre o joelho


A HISTÓRIA DE DEUS

Apocalipse
com Morgan Freeman

“ Conflitos religiosos. Alterações climáticas. Parece tudo tão apocalíptico. Mas nada disto é novidade. Há milhares de anos que prevemos o fim do mundo. Recuando de Nostradamus ao Livro das Revelações. Algo no drama da aniquilação parece cativar-nos. Será apenas a natureza humana a temer e a desejar o final dos tempos? Ou estará mesmo a chegar?” MF
Os filhos da luz enfrentarão os filhos das trevas.”
 “O Livro das Revelações, é o livro do fim dos dias. O Apocalipse. É um livro profético, com imenso simbolismo, mas também é, um livro político. O Anticristo recebeu um código para nunca dizerem o seu nome. Houve grande polémica sobre o número 666 e a quem se referia. Também foi apresentado um forte argumento a favor de 666 se referir ao imperador Nero. E porquê? O imperador Nero era desprezado por muitas coisas, incluindo a perseguição aos cristãos. Nesta praça é visível um obelisco, que ele conseguiu que ficasse no ponto de viragem do seu circo. O Circo Máximo. O Circo Vaticano. Era lugar de corridas de carruagens, de jogos… Mas também usava para perseguir cristãos. No ano 64, houve um enorme incêndio em Roma e grande parte da cidade foi destruída. Nero acabou por culpar os cristãos. E executou-os em grande número, tanto quanto sabemos, aqui mesmo, neste circo. A história de Pedro diz que foi crucificado de cabeça para baixo. Alguns foram incendiados, queimados para iluminar o local. Agora, ergue-se aqui a Basílica de São Pedro, em celebração da sua morte. A ironia é que foi aqui que Pedro fundou a igreja, o que torna tudo dramático. É evidente que os cristãos odiavam Nero. Era o Anticristo. Mesmo após o seu suicídio, parecia ter o poder de voltar para governar. Razão porque era mais seguro referirem-se a ele por um código secreto. Para os cristãos, vivendo nas condições em que viviam, o Dia do Juízo já vinha tarde. “
O Apocalipse é apelativo para quem se sente deslocado. Tem mais a ganhar e menos a perder por alterarem o status quo. Mas é mais vasto. Culturalmente parecemos ter uma atração mórbida pelo Apocalipse. É quase como se nos desse conforto.