quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Gestões escolares e a (des)motivação escolar

Uma vez mais, a pertinência do tema faz-me deixar cá este texto que considero da maior importância. 


A motivação é a chave que abre a porta para o desempenho com qualidade. Heloísa Luck

O papel dos líderes é fundamental e de destaque nas organizações, quer através da tomada de decisões, quer na motivação dos colaboradores. Motivar equipas pressupõe liderar com eficácia e eficiência. (...)

Liderança e motivação vão de mãos dadas o que significa que uma má gestão dos recursos humanos influencia diretamente na (des) motivação e na produção.
Os gestores escolares não devem esquecer nunca que os seus professores são criaturas sociais com emoções, desejos e medos, seres humanos, motivados por necessidades humanas e que alcançam as suas satisfações através dos grupos a que pertencem. (...)

Acredita-se que um professor motivado poderá exercer as suas funções de maneira realmente produtiva e somente assim poderá motivar os seus alunos no processo ensino e aprendizagem. Para isso, a gestão escolar deve levar em conta a legislação que estabelece os verdadeiros e nobres princípios da educação. (...)
A motivação é a chave que abre a porta para o desempenho com qualidade, tanto em situações de trabalho, lazer, atividades pessoais e sociais. (...)

Chega a ser alarmante o desconhecimento de muitos órgãos de gestão escolar em Portugal sobre a necessidade imperativa e urgente de motivar os seus professores, bem como o seu despreparo na gestão dos recursos humanos mais valiosos para o processo de ensino aprendizagem: os seus professores, que merecem poder exercer suas funções num clima organizacional favorável, digno e sem sofrer constantes e diversas formas de desvalorização, humilhações, desigualdades e injustiças em nome de conveniências pessoais ou pelo abuso de poder como se detivessem, entretanto, o monopólio da verdade absoluta. A ausência de um clima laboral motivador baseado na justiça e equidade, obedecendo às bases democráticas de um estado de direito nas instituições escolares, é tão nefasto e repugnante quanto desonroso para os inerentes nobres princípios da educação.

Elisabete Pogere
Professora, Especialista em Intervenção Psicossocioeducativa