segunda-feira, 22 de junho de 2020

Grande parangona

Imagem de um filme " A tempestade" - NET

Amedrontados com o forçado anacronismo
Dos  argumentos  eruditos  e sapientes
A terra, fica a perder com a criação
Deste abocanhar constante e desavergonhado
Como se não pudesse aflorar
À memória colectiva, algo semelhante,  em chuveiros  de gaz
Sob ordens dementes, marchas de soldados drogados.
A audácia carece de atos extraordinários
De ousadia,  contrária a este entorpecimento,
Esta  escravidão a que submetem os mais incautos
Ou os que se servem inescrupulosamente  das contrapartidas
A pulga, mexe e remexe atrás da orelha, há  quem a sinta,
Mas acredite em especulações  prontas a vender.
Nada como uma moléstia  complexa e incaracterística
E assim o quintal é  varrido por um vendaval desconhecido,
e a população atirada ao chão. 
Após  uma, há-de chegar outra, sem comprometer
Os donos desta farsa infame  e mal encarada
À viva força  de repetir uma cartilha bem estudada
torna-se verosímil! 
E esta  amofinação  a que nos querem submeter
Que abalo histórico, um  verdadeiro maremoto !
Um levantamento gigante, engendrado por nuvens sinistras
Tão cedo auspícios menos enganadores, não seráo possíveis
Quem irá  sarar as sequelas daqueles que, não obstante, 
Ainda conseguem ruflar, dobram a espinha,
amolgam-se para endireitar?
Apesar do ruído  confuso, o medo despersuade
Paulatinamente os mais  sinceros, honestos , honrados
Nesta panóplia de jogos pautados por riscos incomensuráveis.
PN