Imagem de um filme " A tempestade" - NET
Amedrontados com o forçado anacronismo
Dos argumentos eruditos e sapientes
A terra, fica a perder com a criação
Deste abocanhar constante e desavergonhado
Como se não pudesse aflorar
À memória colectiva, algo semelhante, em chuveiros de gaz
Sob ordens dementes, marchas de soldados drogados.
A audácia carece de atos extraordinários
De ousadia, contrária a este entorpecimento,
Esta escravidão a que submetem os mais incautos
Ou os que se servem inescrupulosamente das contrapartidas
A pulga, mexe e remexe atrás da orelha, há quem a sinta,
Mas acredite em especulações prontas a vender.
Nada como uma moléstia complexa e incaracterística
E assim o quintal é varrido por um vendaval desconhecido,
e a população atirada ao chão.
Após uma, há-de chegar outra, sem comprometer
Os donos desta farsa infame e mal encarada
À viva força de repetir uma cartilha bem estudada
torna-se verosímil!
E esta amofinação a que nos querem submeter
Que abalo histórico, um verdadeiro maremoto !
Um levantamento gigante, engendrado por nuvens sinistras
Tão cedo auspícios menos enganadores, não seráo possíveis
Quem irá sarar as sequelas daqueles que, não obstante,
Ainda conseguem ruflar, dobram a espinha,
amolgam-se para endireitar?
Apesar do ruído confuso, o medo despersuade
Paulatinamente os mais sinceros, honestos , honrados
Nesta panóplia de jogos pautados por riscos incomensuráveis.
PN
