do que julgas,
Não é só dentes brancos, olhos esverdeados, cabelos selvagens
Voz grossa e rouca... barba farta.
É também !...
É saber-te a par, suporte amigo, inquietar-se comigo.
A tua franqueza comove e quando estás a meu lado, é tudo verdade;
o que me fazes sentir... e onde vamos!
Puxas e eu confio, aceito o desafio!
Os abismos para onde me levas são altos!
Provocam calafrios, ousadia, o meu corpo arde...
Um mundo povoado de imagens
Vertigem... e quando te atreves a descrever
aquelas cenas loucas que te sobem à cabeça,
sem qualquer pudor, solto-me ainda mais...
Gosto de te escutar enquanto vamos desbravando
terreno suado, gozo pelos poros bordado...
É tudo tão fiel; uma boca com fome de outra boca...
cumplicidade!
Depois do alvoroço é seda sobre nós, sossego, rumorejo baixinho das nossas vozes...
Espreguiçamo-nos, esticados e felizes, olhos nos olhos.
Num salto, corres e trazes
à cama: frutos, café, pão, queijo, biscoitos...
Rimos deliciados e os teus lábios soletram e repetem:
-Amo-te, amo-te, amo-te!
PN
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