Antes de subir o tabuleiro da ponte
no início, do lado esquerdo,
há uma árvore esguia,
tronco fino; pinceladas amorfas.
Nela, avisto folhas; algumas cruelmente queimadas
ou as tratadas com aspereza e perseguidas...
outras ;muito amarelas, enfrentam os últimos dias
certas; quase negras, exóticas, beleza rara,
as verdes; tonalidades exuberantes ; pouco frequentes
Dali, colho um pensamento
demasiado estranho!
Sem ser ácido, um doce indefinido ...?
Amargo ? definitivamente não!
Reencarnação? Creio pouco nessa versão
Assalta-me esta sensação efémera
assaz profunda, de tão intensa e minha...
Inexprimível , secreta, íntima...!
PN