Os nossos olhos revoltosos faíscam, atrás da retina, a raiva acossada pelas imagens chocantes e trágicas de mais uma guerra sem sentido. Apesar da contagem numérica não corresponder à verdade, a destruição consta, os traumas edificam-se como cidades invisíveis e aterradoras, os mortos e feridos espalhados pelo solo cozido de uma massa amarga e traiçoeira. Que sentido? Nenhum! A não ser a loucura cega e louca dos insensíveis. Nada se ganha, tudo se perde.
A guerra é a negação da vida. A antítese dessa mesma vida! a ignorância a falar mais alto, as botas que sufocam o grito dos cadáveres que choram sem que ninguem os ouça. Negociar a qualquer preço porque a guerra torna legítimo o crime!
A madre Teresa de Calcutá num dos seus pensamentos, diz algo semelhante a isto; as guerras começam no seio da família e isto é um facto, a violência doméstica é uma verdadeira pandemia, sai à rua; visível nas escolas, e toma os caminhos do mundo; nos trabalhos, empregos e na vizinhança. Torna-se uma praga que destrói vidas, difama pessoas, armadilha destinos, persegue gente pelas mais diversas razões ou forja alguma.
É a chamada caça às bruxas! Em todos os sectores da vida. Transversal! E quando os opressores detêm o poder, vão usar a sua superioridade de forma a vergar aquele (a) que incomoda. Independentemente do género, seja feminino ou masculino, exercer tirania não escolhe sexos.
Lamentavelmente, há muitos putin(s) e muitas ucraniana(s) espalhdas por este planeta fora.