Não estou inocente
talvez seja corajoso
talvez lúcido...
A minha imaginação
funde-se no frio das grades
Perco a cabeça
e grito!!!
Um grito imenso , longínquo...calado!!!
percorre os corredores intermináveis
morde o vazio.
Sabes, adoro a noite
deixo cair no papel tudo o que sinto...
A minha janela mostra-me a estrada
e sinto inveja...
Morro de inveja
das alvoradas que não vêm nascer em mim
Quero água, sol,paz ,céu...
Cerro as pálpebras com muita raiva
mas a estúpida da saudade enlaça-me num braço de ferro
Perco o sono
Penso em ti
Triste realidade ...a minha
A tua recordação é ânimo, alento, alguma vida.
Aqui sou apenas o marginal
o número 512
Quem acredita na minha regeneração?!
Sou filho das ruas onde ninguém passa
da aventura perigosa
Pertenço à exclusão
Empurraram-me e eu fraco vim!!!
e tu sabes que...
no teu mundo não existe lugar para mim...
Publicado em 23/3/00