domingo, 10 de maio de 2015

Cinza… nevoeiro



Mentira 
vazio inteiro
Embarcação abalroada 
num cais desfeito
Casco aberto
num céu coberto
Úlcera sem sentido a morder o peito
O que ainda agora foi…
deixou de ser
Amor sem hora…
Faúlhas amortecidas 
a guarnecer –te o leito.
Reflexos do céu… não passam por aqui…
Se houvesse luar, pedia um pouco de luz para a minha noite
Reduzida a faúlhas, desbotada
O que já foi:
Rubro
Pujante
Delicado
Divertido
Um segredo secreto
Só nosso
Um amor sentido!
Um amor certo !

PN
(reedição)