domingo, 2 de dezembro de 2018

Desterro


E desenterro-me numa palidez chocante,
Ziguezagueante !
Busco sair do espesso enredo
Tacteando as paredes molhadas e frias,
Arrancando o lodo com
As unhas em sangue
Os olhos em chama, mortiços
Febris de desencanto
E as imagens passam num relâmpago
Nem lhes consigo tocar
Os dedos ardem por ti!
Apaziguadores, fraternos.
Nenhum laço nos aperta,
Nenhum rio aproxima,
Os lobos afastaram-nos e tu quieto ficaste?!

PN