A mão afastou a nuvem de mansinho
e o rosto sorridente aflorou à janela do presente;
Lembranças remetidas para o lugar do esquecimento,
aquelas que despedaçam, pungem, fazem tremer…
devem ficar por lá; no próprio entorpecimento
deixá-las; poalha dissolvida no tempo.
O milagre torna-se real e reconhece de novo
um rosto familiar e aplaude veemente;
Alguém abriu portas e foi mais além;
debateu-se por entre fendas, fisgas, frinchas
gretas ásperas…
e assim foi puxando para a luz quem na escuridão se perdeu
O amor andou próximo, soube? Sentiu?
Ocasiões houve , em que as ervas daninhas imiscuíram-se
na vegetação sã, rondando, entrelaçando, asfixiando e
criando enormes confusões.
As mãos foram desatando o nó que as apertava,
impercetivelmente uma
das mãos foi-se perdendo da outra,
a mais velha tornou-se frouxa, cansada, descrente…
os olhos cegaram; espetos de galhos secos, mato enganoso
meteu-se de permeio…
A outra, sempre vigilante, seguiu a rota torta da mão
resvaladiça.
Hoje, talvez quis Deus, que mais uma personagem fizesse
parte
da história;
pequena de altura, grande em sabedoria
sem aparatos de pujança, sem verniz de rainha,
modéstia comovente, pitada acutilante de humor.
As vicissitudes prenderam e aprisionaram quem desejaria
ter voado…
A misteriosa figura trouxe com ela um sol
que só alguém avista; grandioso na imaginação…
desperta muito interesse,
atenção, provoca palmas e vivas,
bem-estar e deslumbramento
gritinhos de exclamação.
E quem trouxe esse “milagre”?
A memória reaviva e reconhece; as mãos reencontram-se e atam-se uma
à outra;
Aquela que esperou pacientemente, conquistou mais uma vez o seu lugar
num coração algo "distanciado"…
Chegou a hora; saída do “coma”;
a benévola mão
inadvertidamente sujeita à rejeição, é outra vez considerada;
Agora sim, o sentimento é por inteiro; de novo amada.
PN
Amigos, desejo-vos Boas Festas! Divirtam-se em Família! Sejam cúmplices nos Afectos!