domingo, 22 de dezembro de 2019

Começo da vida

Nascimento de Adónis, 1733- casa Museu Medeiros e Almeida

Que prazeroso ver-te anediar os caracóis inocentes
Na apneia do momento azul prateado
Os cânticos  balançam o bico das rolas
Com meiguice atam galanteios à  beleza pura

Salta à  vista um rosto fresco e rechonchudo

O tempo transmuta-se e agiganta o outrora  corpinho pequenino
Paulatinamente,  evola-se no ar e rebola para fora da nascente
Átomos  numa fuga definitiva vão  mudando de tom
E assim, refilando audaz desprendido, vai mostrando outra forma

O rolar dos anos faz surgir um feliz Adónis

As pétalas da graça natural, sem artifícios nocivos
Vão -se espreguicando num bocejo profundo
A terra libidinosa, desagua atrevida  em público
O Inverno álgido vem por aí  abaixo...
Alienado, numa recatada poalha de sono fundo.
PN

Amigos, um Santo e Feliz Natal.