Nascimento de Adónis, 1733- casa Museu Medeiros e Almeida
Que prazeroso ver-te anediar os caracóis inocentes
Na apneia do momento azul prateado
Os cânticos balançam o bico das rolas
Com meiguice atam galanteios à beleza pura
Salta à vista um rosto fresco e rechonchudo
O tempo transmuta-se e agiganta o outrora corpinho pequenino
Paulatinamente, evola-se no ar e rebola para fora da nascente
Átomos numa fuga definitiva vão mudando de tom
E assim, refilando audaz desprendido, vai mostrando outra forma
O rolar dos anos faz surgir um feliz Adónis
As pétalas da graça natural, sem artifícios nocivos
Vão -se espreguicando num bocejo profundo
A terra libidinosa, desagua atrevida em público
O Inverno álgido vem por aí abaixo...
Alienado, numa recatada poalha de sono fundo.
PN
Amigos, um Santo e Feliz Natal.
