Na sequência do texto anterior onde
deixei a descoberto assuntos e fraseado obsceno, fi-lo porque se tratarem de
situações ocorridas em contexto de sala de aula. Há que sacudir o fumo do
politicamente correto. Isto sucedeu e sucede e vai continuar a suceder… Um encontro ocasional bastou. Não mencionei que aconteceram tentativas de suicídio.
Alguém se deteve sobre essas tentativas? Foi-me confessado que não. Ninguém se interessa com isso! Porquê?! Mais,
entre três a quatro horas dentro do mesmo recinto, a sufocar, pois a sala não
possui ventilação suficiente?! Alguns
chegam a ser acometidos de síncopes e mal-estar. Já exprimiram o seu desagrado
pela forma como são tratados e nada. Isto é correto?! Ninguém quer saber,
ninguém se interessa?! Aulas predominantemente teóricas num curso vocacional?! Absurdo!
Então estes jovens não saíram do currículo dito normal por esse motivo? Falta
de adaptação? Afinal são os docentes que apontam essas razões!
Caros leitores,
"Mudam-se os tempos,
mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança todo o mundo e
composto de mudança, tomando sempre novas qualidades "
Parece que o Ensino, não! Para
mal de todos!
Onde estão as reformas profundas,
que tanta falta fazem!? Aplicam-se pensos rápidos; computadores, tablets, uma
panóplia de tecnologias para os sossegar, torna-los quietos, manietados,
calados, como soldados, sem contestar os conhecimentos já cozinhados por
gerações anteriores. Sem permissão para
remexer, tocar, apalpar, sentir, nem que seja para voltar à mesma conclusão!
Fica a experiência e isso é uma mais valia. (Sopa todos os dias é insuportável). A escola? " O barquinho da carreira faz
que anda, mas não anda, parece de brincadeira "
Nem todos almejam o décimo
segundo ou o ensino superior. Nós não precisamos do varredor de rua? Do
padeiro? Do pedreiro? Etc. E tantas outras profissões que merecem ser valorizadas.
De que servem os cursos profissionais nestes moldes? Faz algum sentido? Para
mim, não! Estes rapazes e raparigas
vivem numa conjuntura falida, falhada, desengonçada! E eles são as grandes
vítimas do sistema! É urgente sair destas
prisões, derrubar paredes, sair deste terrível incómodo.
Ensinem a olhar positivamente para a natureza
das coisas. Ensinem a plantar árvores. Ensinem a escutar a sério o canto dos
pássaros. Fitem-se mutuamente, como se
vissem pela vez primeira. Toquem nas mãos uns dos outros com respeito e
alegria. E o amor ao próximo? Ensinem o valor da amizade. Ensinem os bons
modos.
Desfaçam os currículos já prontos,
urdam novos e não esqueçam a saúde mental! Ensinem o significado da palavra
altruísmo e sobretudo ponham-no em prática.
Para além do que esqueci de mencionar aqui, lembrem-se que cada pessoa
tem o seu ritmo e isso precisa de ser tido em conta! Tempo, caros professores,
tempo, é preciso paciência e dar tempo.
E tenham em atenção o vosso
comportamento para com aos vossos pares. Tal como o pai e a mãe em casa, se a
relação de ambos adoece, a saúde da casa fica fortemente comprometida.
E o mal propaga-se a uma
velocidade estonteante! É urgente contrariar rapidamente esta vaga negativa!
Texto - PN

