domingo, 2 de fevereiro de 2020

Breve alinhavo sobre o joelho



Na sequência do texto anterior onde deixei a descoberto assuntos e fraseado obsceno, fi-lo porque se tratarem de situações ocorridas em contexto de sala de aula. Há que sacudir o fumo do politicamente correto. Isto sucedeu e sucede e vai continuar a suceder…  Um encontro ocasional bastou.  Não mencionei que aconteceram tentativas de suicídio. Alguém se deteve sobre essas tentativas? Foi-me confessado que não.  Ninguém se interessa com isso! Porquê?! Mais, entre três a quatro horas dentro do mesmo recinto, a sufocar, pois a sala não possui ventilação suficiente?!  Alguns chegam a ser acometidos de síncopes e mal-estar. Já exprimiram o seu desagrado pela forma como são tratados e nada. Isto é correto?! Ninguém quer saber, ninguém se interessa?! Aulas predominantemente teóricas num curso vocacional?! Absurdo! Então estes jovens não saíram do currículo dito normal por esse motivo? Falta de adaptação? Afinal são os docentes que apontam essas razões!
Caros leitores,
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança todo o mundo e composto de mudança, tomando sempre novas qualidades "
Parece que o Ensino, não! Para mal de todos!
Onde estão as reformas profundas, que tanta falta fazem!? Aplicam-se pensos rápidos; computadores, tablets, uma panóplia de tecnologias para os sossegar, torna-los quietos, manietados, calados, como soldados, sem contestar os conhecimentos já cozinhados por gerações anteriores.  Sem permissão para remexer, tocar, apalpar, sentir, nem que seja para voltar à mesma conclusão! Fica a experiência e isso é uma mais valia. (Sopa todos os dias é insuportável).  A escola? " O barquinho da carreira faz que anda, mas não anda, parece de brincadeira "
Nem todos almejam o décimo segundo ou o ensino superior. Nós não precisamos do varredor de rua? Do padeiro? Do pedreiro? Etc. E tantas outras profissões que merecem ser valorizadas. De que servem os cursos profissionais nestes moldes? Faz algum sentido? Para mim, não!  Estes rapazes e raparigas vivem numa conjuntura falida, falhada, desengonçada! E eles são as grandes vítimas do sistema!  É urgente sair destas prisões, derrubar paredes, sair deste terrível incómodo.
 Ensinem a olhar positivamente para a natureza das coisas. Ensinem a plantar árvores. Ensinem a escutar a sério o canto dos pássaros.  Fitem-se mutuamente, como se vissem pela vez primeira. Toquem nas mãos uns dos outros com respeito e alegria. E o amor ao próximo? Ensinem o valor da amizade. Ensinem os bons modos. 

Desfaçam os currículos já prontos, urdam novos e não esqueçam a saúde mental! Ensinem o significado da palavra altruísmo e sobretudo ponham-no em prática.  Para além do que esqueci de mencionar aqui, lembrem-se que cada pessoa tem o seu ritmo e isso precisa de ser tido em conta! Tempo, caros professores, tempo, é preciso paciência e dar tempo.
E tenham em atenção o vosso comportamento para com aos vossos pares. Tal como o pai e a mãe em casa, se a relação de ambos adoece, a saúde da casa fica fortemente comprometida.
E o mal propaga-se a uma velocidade estonteante! É urgente contrariar rapidamente esta vaga negativa! 

Imagens captadas da Internet 
Texto - PN