Fui entrando planície adentro, como quem remói um assunto, pensamentos dispersos. É óbvio que tudo o que me foi dito fez eco numa parte qualquer do encéfalo. Subi suaves declives, montes em chapéu. Encontrei uma pedra e sentei-me nela. Suspirei. A minha grande esperança era saber que minha mãe estaria lá, no tal lugar, ouvi a sua voz nítida: E nunca mais ninguém vem dizer nada, onde está a pessoa. Que pensamentos assaltavam sua a mente ? Como seriam? Angustiantes? Assustados? Principalmente aqueles mais íntimos ? Como seria ela com ela mesma? E os antepassados? Para ela que lhes teria sucedido? Até para mim! E as saudades da mãe? Julgaria ir juntar-se a ela ? e à irmã mais nova? Noites e dias a chamar por ela, incessantemente. Que rosto teria Deus? Conhecê-lo-ia? E ele a ela? Saberia o seu nome? Se tudo Nele era amor, não havia razão para medo.
Parei de pensar. Levantei - me, ergui o rosto para o azul fresco do céu e pensei que Deus sabe o que faz. Só Deus me conhecia bem e a todos.
Distraída ou com intenção chamei novo Bolt. Não me sentia preparada para a aceitar a perda da minha mãe. Aquele silêncio, a beleza do lugar entristecia-me. Voltei aos ruídos da cidade.